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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Amizade Cura Doenças e Afasta os Vícios para Longe


Voce nunca gostou de esportes. Mas, começando a trabalhar com pessoas que fazem exercícios, sente um desejo súbito de experimentar.
Mágica? Não, ciência pura. Conforme comprovam pesquisas, os especialistas descobriram que a amizade é um antídoto e tanto contra qualquer nível de desmotivação.
Mesmo uma pessoa que tenha extrema aversão a acordar cedo, por exemplo, pode fazer o sacrifício e ainda gostar de sair da cama cedo se conviver com pessoas que fazem o mesmo.
Quando sentimos afinidade por alguém, naturalmente queremos imitar os hábitos daquela pessoa. É uma maneira de ser aceita pelo grupo e de mostrar cumplicidade.
As pessoas ao redor, portanto, tem papel decisivo nas suas escolhas. Quando voce participa de grupos de apoio ou conhece pessoas com uma doença parecida com a sua, por exemplo, as chances de retomar a saúde aumentam, porque a rotina dispensa os hábitos que seguem na contramão do tratamento em favor de outros, que contribuem para o reforço da imunidade.
Os amigos também podem auxiliar na superação de problemas, dando força na hora do desespero. Isso acontece na ocasião em que falta incentivo ou quando a encrenca aparenta ser tão grande que nenhuma saída surge à vista.
O acolhimento que os amigos oferecem dão força para resolver as dificuldades, ainda que elas pareçam insolúveis. As pessoas que dividem problemas e novidades com as amigas, não à toa comportam-se com mais calma em momentos de tensão. E o efeito não vem apenas do apoio em si, mas dos efeitos dela.
Quando convive com pessoas otimistas, as chances de que voce também dê muito mais risadas crescem. Se a atitude positiva não tem poder de diminuir os problemas, pelo menos impede que eles prejudiquem a sua saúde, agravando quadros de estresse e de doenças cardiovasculares.
Mas, é preciso ficar atento: do mesmo jeito que o sorriso é contagiante, o mau humor também se espalha feito poeira. Para se previnir, não tem outro jeito a não ser ficar atenta. Claro que virar as costas quando alguém querido precisa de ajuda está longe de ser uma atitude louvável. Mas, caso se contamine pelo baixo astral, a situação só vai piorar. A solução, quando isso acontece, é oferecer alternativas que ajudem a sua amiga a superar os problemas e notar como ela reage. Se sentir que há empenho em ir adiante, persista. Do contrário, vale se afastar para que as dores de cabeça dela não comecem a latejar na sua testa também. O comportamento que até pode soar egoísta numa primeira análise, não tem nada disso. Ao contrário, trata-se de uma semente de bem-estar _ mantendo a serenidade e uma postura de satisfação, voce atrai mais gente parecida e, como numa corrente, todos conseguem afastar para longe a maré de problemas que afeta um dos integrantes da turma.
Esse mecanismo, aliás, explica o sucesso das comunidades da internet. Nelas, desconhecidos reúnem-se e passam a trocar confidências e palavras de estímulo em favor de objetivos comuns. A rede de relacionamentos criada favorece a cumplicidade e acaba com a solidão, melhorando a auto-estima e dando força para que cada um alcance a meta que traçou à si mesmo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Alcoolismo e a Pele


O uso excessivo do álcool prejudica a saúde e afeta a beleza da PELE.
O alcoolismo é uma doença muito preocupante, com consequências físicas, psíquicas e sociais. Ele provoca alterações na pele desde as fases mais precoces do consumo exagerado de bebidas alcoólicas.
As consequências são especialmente mais graves na mulher que tem o organismo muito mais vulnerável e bem mais frágil. As mulheres estão bebendo cada vez mais e isso é vísível em qualquer restaurante, balada, festa, happy hour, etc.
Os estragos que as bebidas alcoólicas causam na aparência são muitas. As alterações na pele são decorrentes dos danos ao fígado, alterações no metabolismo das glândulas sebáceas e alteração da imunidade. Há os sinais clássicos do consumo pesado: vasos dilatados no abdômen e pescoço, vasinhos arrebentados no rosto, manchas brancas nas unhas, palmas das mãos avermelhadas e quentes, ROSTO afogueado.
Mas há novos indicadores de alcoolismo, mesmo com consumo não tão abusivo: PELE muito oleosa, descamações na testa, sobrancelhas e nos cantos do nariz configuram seborréia. A acne, com espinhas e cravos, pode surgir ou piorar nas mulheres que já tem tendência, especialmente as jovens que exageram nas cervejas, batidinhas e caipirinhas. A celulite também marca presença.
É lamentável ver moças tomando cerveja na praia logo de manhã, pois a barriguinha estufa na hora, e a celulite já aumenta para o dia seguinte... E o cúmulo é escutá-las discutindo tratamentos de beleza enquanto se envenenam com as latinhas.
Quem já está bem comprometida com o alcoolismo, pode apresentar lesões alarmantes na PELE, com manchas escuras, intensa sensibilização ao sol, que se assemelham a queimaduras e a quadros preocupantes.
Por isso, vai o alerta: beba muita e muita água.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Entre o Silêncio das Paredes

Com relação a violência contra a mulher, na maioria dos casos a violência é praticada pelo marido, companheiro ou namorado da vítima. Outra característica observada é o fato de a mulher frequentemente se reconciliar com seu agressor passado algum tempo do encaminhamento do caso à polícia.
Os padrões de comportamento do homem e da mulher descritos acima são alvos de críticas duras. A revolta em relação à violência contra a mulher é dirigida não apenas ao agressor, mas também à vítima, acusada de manter uma submissão injustificável.
Esse tipo de crítica, dirigido tanto à vítima quanto ao agressor _ esse fenômeno é generalizado, é preciso encontrar suas razões em um espaço que está além do relacionamento das pessoas envolvidas. É preciso pensar no assunto, procurar as raízes sociais e culturais no fato de tantas mulheres não reagirem diante da violência e de tantos homens assumirem a posição de agressores. Retirar esse tipo de tema dos limites de uma relação conjugal significa trazê-lo para um espaço ao qual pertencemos. Dessa forma, a violência doméstica deixa de ser um assunto em que "não se mete a colher" para tornar-se um tema que exige um posicionamento de cada participante social.
Se, na maioria das vezes, a violência contra a mulher envolve pessoas ligadas por vínculos afetivos, a análise dos papéis sociais dos sujeitos envolvidos nesse tipo de violência requer uma reflexão sobre a relação amorosa.
Uma possível resposta a essa questão está na relação entre capacidade de resistência e auto-estima.
É claro que o movimento feminista promoveu mudanças relevantes no sentido de reverter esse quadro. Com muito esforço, as mulheres conseguiram se integrar a campos que já foram exclusivamente masculinos, como a política e o mercado de trabalho. No entanto, ainda existem valores que inferiorizam a mulher. Em parte isso se deve à sobrevivência ainda significativa da cultura machista tradicional, há décadas combatida pelo movimento feminista.
Para se valorizar, a mulher precisou migrar para o espaço valorizado, o espaço tradicionalmente masculino.
O movimento emancipatório feminino, enfim, se voltou para a inserção ou para a possibilidade de inserção da mulher no espaço considerado masculino. Não houve, porém, um movimento de integração do homem ao espaço familiar, condição essencial para que a relação de ambos se estabelecesse de forma igual.
Sem o compartilhamento do espaço doméstico, a mulher acumulou diversas atividades e não conseguiu com isso consolidar sua emancipação. A dificuldade em conciliar carreira e filhos é muito maior para elas do que para eles; enfim, ascender ao espaço social e público ainda hoje implica para a mulher um significado em função do acúmulo de papéis e da dificuldade, ou impossibilidade, de obter sucesso em todos eles.
De outro lado, a ascensão da mulher ao espaço público e social confunde o lado masculino. No entanto, a recorrente prática da violência doméstica demonstra que o homem ainda se considera o centro de poder na relação conjugal, e isso traz consequências negativas não apenas para as mulheres, mas também para os próprios homens. Não é à toa que o desemprego é um frequente desencadeador do conflito doméstico, inclusive da agressão contra a mulher. O homem desempregado, que fica em casa enquanto a mulher sai para trabalhar, sente-se muito mais humilhado do que uma mulher na mesma situação. Sua sensação é de inutilidade, sua auto-estima é de fracassado, pois seu valor está condicionado ao sucesso que seja capaz de obter no espaço público e social. Com relação as mulheres de hoje, essas cobranças também começaram a recair sobre elas.
Conclusão, as mudanças na estrutura social da família ainda não foram suficientemente profundas a ponto de consolidar uma relação equilibrada entre homens e mulheres. Uma relação de gênero igual pode ser libertadora tanto para mulheres quanto para homens, à medida que flexibiliza as limitações impostas por uma rígida atribuição de funções familiares.