sábado, 16 de janeiro de 2010

A Mulher Feminina de Todos os Tempos


Vaidosa e incansável, a mulher sempre perseguiu um ideal de beleza. E isso desde a antiguidade, quando ninguém ainda sonhava com propagandas em revistas.
Três mil anos antes de Cristo, no Egito Antigo, acredite, as mulheres já faziam regime! Todas queriam imitar os deuses egípcios, magros e longilíneos, como os gatos e leopardos.
Já na Grécia Antiga, o padrão valorizado eram as mulheres mais cheinhas, que simbolizavam fartura.
No Império Romano, o espartilho entra em cena e o bonito é apertar ao máximo a silhueta para garantir um corpo enxuto e seios volumosos.
Na Idade Média, o modelo era ser magra e pálida, valorizando mais intensamente a beleza espiritual associada à religião. Eu acredito que o principal atributo de beleza da pessoa é o estado de espírito.
Chegando à Idade Moderna, as gordinhas voltam a fazer sucesso e um dos ícones é Monalisa. No fim do século 19, a dieta para afinar vira febre entre as francesas.
Década de 50, pós-guerra _ é hora de valorizar a fartura depois de anos de fome e sofrimento. Assim, o padrão passa a ser o corpo curvilíneo. A atriz Marilyn Monroe, com seu visual voluptuoso, encantou o mundo e enlouqueceu os homens. Seu ar sedutor era reforçado por boas pinceladas de batom vermelho nos lábios, que ficava superintenso na pele pálida e branca de pó-de-arroz. A fase ainda é marcada pelo surgimento de belezas eternas, como a da bonequinha de luxo Audrey Hepburn ( com seu delineador estilo gatinho nos cantos dos olhos), da sensual Briggite Bardot (que usava cabelo escovado com raiz levantada) e da diva italiana Sophia Loren (dona de uma beleza naturalmente glamurosa e sedutora, valorizada por muito rímel e delineador nos olhos e bobes nos cabelos).
Os anos 60 celebram a irreverência e tornam ultrapassado o look fatal. Cores fortes invadem os estojos de make e colocam em cena o rosa-choque, verde, violeta, laranja e dourado. A modelo Verushka retrata perfeitamente a imagem. No final da década surge o rosto e o corpo do momento: Twiggy. A top exibia visual andrógeno _ cabelos curtíssimos, pele sardenta, olhos grandes realçados por cílios postiços e silhueta magricela _ que caía como luva na moda de então: a minisaia.
Os anos 70 são marcados por dois tipos de mulheres: as que fazem o gênero pantera, sensual e feminina, e as integrantes do movimento hippie, que escondem suas formas em vestidos largos e longos, batas e jeans. A beleza é livre, trazendo cabelos soltos e volumosos, pele bronzeada e lábios brilhantes.
Os anos 80 com o boom das academias de ginástica, a garota moderna começa a perseguir o corpo sarado. A cantora Madonna adere ao novo visual e desponta com formas definidas que todo mundo começa a copiar. É o ínicio da busca pela "beleza a qualquer preço". As linhas de maquiagem passam a mudar a paleta de cores de acordo com as estações do ano e as passarelas tornam-se ponto de referência.
Nos anos 90, a mulher quer ser mais magra do que malhada e então vira moda o look esguio. Começa-se a defender um padrão internacional de corpos enxutos, dando início à massificação das plásticas, lipoaspirações, cirurgias de estômago, tratamentos estéticos, dietas e exercícios.
O novo milênio chega com a febre das tops brasileiras no mundo da moda, pondo fim ao reinado das magérrimas da década anterior. As curvas de Isabeli Fontana e especialmente de Gisele Bundchen provocam furor. O furação Gisele, segundo os especialistas, não tem prazo de validade.
Hoje, com a alta tecnologia em tratamentos estéticos, cirurgias e cosméticos, qualquer mulher tem a oportunidade de ficar e se sentir bonita. A valorização da beleza de cada uma e as campanhas pela auto-estima já favorecem a liberdade na maneira de usar as tendências. O importante é ser bonita respeitando seu estilo de vida, suas características físicas. E, acima de tudo, se amar!

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